Preço da gasolina cai nas refinarias, mas não chega nas bombas para o consumidor.

 

A  reportagem do Jornal O SERTÃO fez tomada de preços em 9 postos de Combustíveis de Conceição do Coité, constatou que existe uma variação de preços, não existindo portanto, o chamado cartel com denunciaram nas redes sociais.

O posto mais barato foi o Posto Rede Fé com R$ 4,22 e o V. Preço R 4,24. O posto mais caro da cidade foi justamente o Posto Cidade cobrando R$ 4,50 pelo litro da gasolina comum e R$ 4,55 aditivada.

De acordo com a federação, o principal motivo de a queda nas refinarias não desencadear a redução do preço nas bombas é a cadeia de combustíveis, que é formada por refinarias, distribuidoras e postos. “Pelas regras atuais, os postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias. Compram apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros.”

O processo longo faz com que o lucro das distribuidoras seja maior com a queda nas refinarias, mas dificulta que o consumidor note rapidamente as seguidas e significativas quedas, sobretudo de setembro em diante. “Como os postos de combustíveis não podem comprar das refinarias, eles só conseguem diminuir os preços quando as companhias distribuidoras eventualmente os reduzam”, justifica a federação.

Até 2023, a estimativa do MME é de que a produção do biodiesel brasileira passe de 5,4 para mais de 10 bilhões de litros por ano. A projeção de crescimento é consequência da expectativa a cerca da proposta de aumento gradativo do percentual obrigatório de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final, que pode chegar até 15% (B15) entre 2018 e 2023.

Os valores cobrados pela Petrobras são de aproximadamente um terço do preço pago nos postos, mas é preciso levar em conta os custos dos biocombustíveis, impostos, fretes e as margens de lucro de todo o processo, o que são os entraves para o consumidor gastar menos.

A Fecombustíveis relembra que os preços dos combustíveis são livres em todos os segmentos no Brasil e que não há interferência no mercado. Portanto, a queda do preço da gasolina e de outros combustíveis depende de cada posto revendedor decidir se repassa a queda de preços nas refinarias ao consumidor final.

O preço final ao consumidor, contudo, vai variar de acordo com o local de venda do combustível, pois sobre o valor entregue pelas refinarias incidem impostos municipais e estaduais, além do custo operacional e da mão de obra e da margem de lucro das empresas.

 

Politica de Preços

Segundo a Petrobras, a política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo.

“A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”, explicou a estatal.

A Petrobras destacou também que a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis: “São os combustíveis tipo A, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis. Os preços que divulgamos aqui se referem aos produtos tipo A”.

 

Texto e garimpagem de informações

Mário Silva.