Manifestantes pedem intervenção militar durante ato em Salvador

Um grupo de manifestantes seguiram em caminhada da Sete Portas em direção à Rótula do Abacaxi no final da manhã desta segunda-feira, 28. Com roupas nas cores da bandeira do Brasil, eles exibiram faixas e cartazes defendendo a intervenção militar.

Uma possível interferência das Forças Armadas no país ganhou  espaço durante a greve dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21.

Oficial diz que governo joga crise no “colo” das Forças Armadas

Não há informações se houve uma entidade ou categoria responsável por organizar o movimento. O ato afetou o trânsito na região, de acordo com a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), já que os manifestantes fecharam  parcialmente a via durante a caminhada.

Nas redes sociais ferve de clamores pedindo a mudança do Regime administrativo do Brasil, pela corrupção escandalosa de seus governantes, o povo perdeu a confiança nos atuais políticos, que roubam todo dinheiro que seriam destinados a diversos setores, além de impor muitos impostos e dificuldades de sobrevivência do povo Brasileiro.

Uma breve explicação sobre a Intervenção Militar (da Redação)

Um evento de grandes proporções que ocorreu no passado denominado de “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, conseguiu derrubar um presidente, onde levou cerca de um milhão de pessoas às ruas no Rio de Janeiro em 2 de abril de 1964, articulada por diversas instituições para depor o então presidente João Goulart, que viria a cometer diversos abusos, motivados tambem pela ameaça comunista em assumir o Brasil, os Militares assumiram o poder.

No momento atual, diante do fato de que vivemos em uma democracia representativa, infelizmente, qualquer ação militar precisa ser requisitada por um dos três “poderes constitucionais”, inspirados na velha teoria da separação dos poderes de Montesquieu: Legislativo, Executivo ou Judiciário. Não é concebível imaginar que, indo às ruas com cartazes, o povo possa, respaldado pela Lei Suprema do país, convocar as Forças Armadas a derrubar o Presidente.

“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

Por maiores que sejam as irregularidades que enxerguemos nas atitudes do atual governo brasileiro, por mais ansiosos que nos sintamos por deter seu ímpeto na busca de melhor convivência da população, ainda existem estruturas institucionais em funcionamento no Brasil.

Parece-nos que uma manifestação ou pressão popular que clame pelo respeito a elas deve buscar uma mobilização dessas estruturas, e não a derrocada definitiva das mesmas. Segundo a Constituição uma intervenção militar hoje, infelizmente se tornaria “Golpe Militar” mesmo que respaldado por uma grande maioria de classes sociais, não teria reconhecimento da ONU (Organização das Nações Unidas).