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Manifestações contra a Reforma da Previdência em Conceição do Coité

Professores, estudantes diretores de escolas municipal e particular, vereadores, representantes do sindicato dos professores e Sindicatos dos Trabalhadores paralisaram as atividades nesta sexta-feira (17) pela manhã em Conceição do Coité para protestarem contra as reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo federal.

As manifestações Tiveram inicio no Centro Cultural, e por volta das 10hs o grupo saiu em caminhada pelas ruas do Centro de Conceição do Coité acompanhado por um carro de som, com faixas e cartazes, eles pedem a manutenção dos direitos trabalhistas e mostram ser contrários à reforma. Também muitos cartazes estava escrito a frase “ Fora Temer”

Os lideres da manifestação ao chegar na rua Marechal Deodoro, pedia aos comerciantes para abaixarem as portas, e eles obedeciam de imediato, não temendo atos de vandalismo, mas, acredita-se ser em respeito a manifestação.

O repórter do Jornal O Sertão perguntou a um dos lideres do movimento, o diretor do Colégio Divino Mestre, Luciano Medeiros. “Consideramos essa reforma um ataque aos direitos sociais e o rombo da previdência é uma farsa porque a arrecadação é alta. Rejeitamos a privatização da previdência e esta reforma é para forçar o trabalhador a fazer a previdência privada”. Perguntamos porque a presença de alunos. “Trata-se do futuro destes estudantes, e a nossa responsabilidade é informar o que se passa no meio político, para eles não serem prejudicados quando precisarem da aposentadoria no futuro”

Reformas do governo federal

A reforma da Previdência proposta pelo governo prevê, entre outras coisas, a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. A gestão Temer também apresentou um projeto para mudar a legislação trabalhista. Uma das ideias é permitir que negociações coletivas se sobreponham à lei.

Pelas regras propostas pela gestão Temer, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões.