Dia das mães não aumenta expectativa do comércio

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A renda e as dificuldades econômicas dos filhos levarão o comércio a buscar com criatividade algumas oportunidades para atrair compradores
Esse ano deverá ser pior a receita do comércio com os presentes do Dia das Mães do que ocorreu em 2015. A retração do varejo, aliás, já vinha afetando a indústria, explica o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gonçalves.
A indústria e o comércio continuam sofrendo com os juros altos, desemprego e a mudança nos hábitos de consumo em função da crise. Tudo isso delineia um cenário complicado. De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), as vendas do Dia das Mães deverão sofrer queda de 4,1% em relação a 2015.
Segundo o professor da FASM, a confiança do consumidor está ligada diretamente à instabilidade econômica e política do País, que se reflete na contração das vendas no comércio em geral e também nas vagas de emprego. Em março, a CNC mostrou que a intenção de consumo das famílias teve queda de 1,6%.
Além disso, o coordenador aponta que a retração no consumo prejudica a contratação no comércio, que está com menos vagas de empregos temporários, mesmo no mês de maio, que é a segunda data mais importante no ano para o varejo, depois no Natal.
“Com orçamento apertado, os filhos vivem momentos de apreensão e estão comprando presentes com verbas limitadas. Sendo assim, buscam opções que caibam no orçamento. É preciso criatividade”, ressalta o Reginaldo.
O especialista ressalta que não importa o valor do presente. O mais significativo é não deixar de homenagear as mães. “Para elas, o mais importante é a lembrança, que pode ser através de um simples abraço ou atenção mais afetiva”.