Ações para minimizar a seca que ainda persegue o Nordeste

Gado circulando nas fazendas sem ter o que comer.

 Em 1947, já cantava a seca Luiz Gonzaga nos versos de Asa Branca: “Que braseiro, que fornalha, nem um pé de plantação. Por falta d’água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão”. Setenta anos se passaram e letra se mostra ainda tão atual quanto no tempo do rei do baião. São os retratos da seca no Nordeste que denunciam a condição de risco em que milhares de brasileiros vivem expostos. Desde os primeiros registros do final do século XV até hoje, a situação parece a mesma: a falta de água continua a queimar o solo de sertão, gerando prejuízos inestimáveis para a população.

Na região de Almas (italmar) os tanques secaram e a vegetação não existe mais, apenas os mandacarus resistem ao clima quente.

Na região sisaleira, no inicio de 2017 choveu em algumas regiões, mas, poucas chuvas, o clima frio se estendeu até o mês de setembro, e o pior, os tanques nas fazendas estavam vazios ou com pouca água. Neste mês de outubro a temperatura começou a esquentar, e, já podemos ver diversos carros pipas rodando pela a região. A esperança da população da zona rural é com a volta das chuvas, conhecidas como “trovoadas” onde o clima esquenta bastante são entre os meses de novembro, dezembro e janeiro.

Até o sisal, planta que gera rendas para o município, considerada planta resistente para o Sertão está muchando e suas folhas queimando.

Essa realidade atinge principalmente aqueles já convivem com os impactos do baixo desenvolvimento, como no sertão, onde grande parte da população depende da agricultura de subsistência. A falta de água, recurso abundante no Brasil, mas mal distribuído entre suas regiões, expõe os riscos de uma realidade mais ainda complexa: a fome. Sem o recurso para irrigar as plantações, moradores não conseguem garantir a alimentação necessária para o sustento de suas famílias e também de seus animais.

Mário Silva.