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Este ano, 70 mulheres foram mortas por serem mulheres na Bahia – quatro a mais do que no ano passado

Aparecida, Claudeane, Carmelita, Marina, Stephane, Gracina, Márcia. Com idades entre 14 e 57 anos, moradoras de cidades que vão do Extremo-Sul do estado à capital. Todas elas mortas por maridos, por namorados, por ex-companheiros. Essas são só algumas das 70 mulheres que, em 2018, foram mortas por serem mulheres.

A vasta e vergonhosa lista dos feminicídios na Bahia aumentou. De 66, em 2017, passaram a 70 em 2018. Em Salvador, houve redução (de 22 para 8), mas foi no interior que as mortes aumentaram. Este ano, 62 mulheres foram vítimas de feminicídio no restante da Bahia, contra 44 no ano passado.